Tratamento Endovascular no AVC isquêmico agudo – Abril/2013

Mais um procedimento inovador foi realizado pela equipe de radiologia intervencionista e cirurgia endovascular do Hospital do Coração de Alagoas. Dessa vez, uma paciente de 61 anos, encontrada caída no chão de sua residência, estava comatosa e apresentava ausência de movimentos no braço e perna direita, e não conseguia pronunciar palavras. A informação passada pelos familiares é que há menos de 4 horas a paciente estava bem e sem déficits neurológicos.
A ser prontamente encaminhada para hospital do coração, a paciente recebeu atendimento ágil. Rapidamente, após sua chegada, a Dra. Ana Karolina Souza, cardiologista de plantão, encaminhou a paciente para a tomografia computadorizada de crânio, que excluiu que o acidente vascular cerebral (AVC) fosse hemorrágico.
A paciente foi então levada imediatamente ao setor de hemodinâmica do HCOR para realização de angiografia cerebral que evidenciou oclusão da artéria cerebral média esquerda. Foi então realizado procedimento de trombectomia mecânica do vaso obstruído, através de cateterismo cerebral. Com essa técnica, foi possível a remoção do trombo que obstruía a circulação cerebral através de uma simples punção na virilha, por onde foi introduzido um sistema desenvolvido para remoção de trombos intracranianos – Soliere FR. Esse dispositivo foi levado até a artéria cerebral média para captura desse coágulo.
O procedimento foi de sucesso absoluto e a paciente recebeu alta com recuperação completa dos movimentos dos membros superior e inferior esquerdo. Como sequela, houve apenas um discreto desvio do lábio. Com o sucesso desse procedimento, foi possível trazer de volta a paciente às suas atividades habituais. Se nada fosse feito a tempo, provavelmente, a paciente permaneceria com sequelas neurológicas permanentes e estaria acamada definitivamente em virtude da extensão do AVC. A artéria cerebral média é o vaso que leva sangue para as áreas motoras do cérebro.
“Conseguimos oferecer os benefícios do tratamento endovascular a uma paciente que ficaria completamente incapaz de realizar suas atividades habituais. Com a aplicação das mais modernas técnicas endovasculares em tempo hábil, conseguimos evitar sequelas definitivas, possibilitando à paciente o retorno rápido e pleno às suas atividades da vida cotidiana”, concluiu Dr. Márcio Medeiros, médico do HCOR Alagoas.
 

Tomografia da inicial mostrando ausência de infarto definido e de sangramento intracraniano‏.
Angiografia mostrando oclusão da artéria cerebral média esquerda‏.
Posicionamento do dispositivo de remoção de trombos – Solitere FR‏.
Trombo removido juntamente com o sistema Solitere.
Angiografia ao final do procedimento, mostrando recuperação do fluxo sanguíneo para artéria cerebral média esquerda.
Tomografia realizada do dia seguinte, mostrando apenas discreta área de hipodensidade nos núcleos
da base esquerda‏.