Conheça o tratamento sem cortes para próstata aumentada

A Hiperplasia Prostática Penigna (HPB), conhecida popularmente como próstata aumentada, é uma condição comum que afeta grande parte dos homens com o avanço da idade – estima-se que quase a totalidade dos pacientes a partir dos 70 anos terá desenvolvido essa doença.

É uma causa frequente de dificuldade em urinar. Isso porque a próstata fica localizada logo abaixo da bexiga, e envolve uma parte da uretra (local por onde a urina é expelida). Ao aumentar de tamanho, a próstata comprime a uretra, tornando-a mais estreita e fina e reduzindo o jato urinário.

Dessa forma, o paciente acorda várias vezes a noite para ir ao banheiro, e pode desenvolver outros problemas como infecção urinária e danos aos rins, o que afeta significativamente a qualidade de vida.

Tratamento

Quando o tratamento medicamentoso não tem sucesso, a alternativa tradicional é a cirurgia de Ressecção Transuretral da próstata (RTU de próstata), onde a região interna do órgão é removida por meio da eletrocauterização.

Felizmente, hoje, a Cirurgia Endovascular e Radiologia Intervencionista oferecem uma nova opção de procedimento minimamente invasivo para aqueles que não desejam se submeter à cirurgia convencional.

A embolização de próstata é um método onde não há necessidade de sonda urinária, nem de anestesia geral ou nem de grandes cortes. Pouco agressiva, a embolização é realizada por cateterismo, onde o médico conduz um microcateter até as artérias que levam sangue para a próstata e obstrui essa circulação, fazendo com que a próstata, literalmente, murche, e os sintomas regridam.

O procedimento é feito com anestesia local e, dependendo do caso, pode ser submetido em caráter ambulatorial, com o paciente liberado no mesmo dia.

A embolização de próstata é bastante indicada para pacientes com alto risco para cirurgia convencional, visto que possui baixa taxa de complicações. Pacientes que fazem uso de medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, como a aspirina, também podem se beneficiar da embolização sem necessidade de suspender os medicamentos, diferente do que ocorre com a cirurgia convencional, em que eles devem ser obrigatoriamente suspensos.

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